Se eu pudesse dizer, eu diria veneno.
Eu perguntaria se você acha justo me deixar sem notícias a respeito da minha própria alma.
Cegar desse jeito os meus sentidos e deixar vagarem meus olhos que não sabem sequer se preferem amar ou odiar.
Só maldade deixar um coração cego, paralítico, menor.
Enquanto isso, vou me alongando, estourando os músculos feito elástico, me mexendo e falando demais como só gente muito angustiada faz.
Então eu bebo, derramo, espalho, borro, sujo, escorro, tinjo.
Aquarela eu.
Cores selvagens, livres, fortes e fingindo alegria.
Sangue eu.
Cor selvagem, livre, forte e fingindo alegria.