quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Meu pai tem razão. Viver não é força, é jeito.
E o jeito é caminhar com a mão no bolso até um simpático boteco de calçada pra aproveitar o fim de tarde e seguir noite adentro tomando uma boa cerveja gelada, rindo das pataquadas cotidianas e pedindo ao garçom uma caneta pra anotar num guardanapo uma ou outra idéia que deverá ser desenvolvida depois (e não será). Respirar devagar enquanto o céu se alaranja e, com certo ar teatral, lançar mão de uma dessas frases que o vento vem às vezes me lembrar. Segurar quando os óio enche d'água porque nesse momento o coração já tá aberto e tem sempre alguém pra lembrar de alguma coisa morna e ingênua que vai ficando no caminho. Migrar pra outro boteco atrás dAquele aipim frito. Reparar que ficou tarde e xingar porque amanhã tem um troço (relativamente) chato pra fazer (relativamente) cedo. Pagar a conta com o que se conseguiu num bico que se conseguiu de última hora na útima semana. Voltar pra casa cantando baixinho e rindo discretamente, que é uma maneira de agradecer a Deus pelos momentos de comunhão e pelas lições aprendidas. Por fim, pensar em quem não esteve e torcer pra que o álcool tenha sido suficiente pra fazer dormir logo.
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