quinta-feira, 28 de junho de 2012

Paixão de antes.

Mas hoje antes de morrer eu quero as suas mãos enterradas nas minhas costelas e sua língua cravada no meu pescoço que assim eu morro mais bonita. 
Se o amanhã está longe e o hoje é de concreto já começo a perder a sutileza. 
Se desde o dia 8 de qualquer mês eu não te vejo já penso em violentar o seu rosto. 
No hoje eu não quero morrer sozinha. Eu tenho medo. 
O sujeito tem que ter muita saúde pra se suportar sozinho. E sabemos que saúde não é um bem durável. O ser humano está condicionado à codependência pra se sentir inteiro. Que bobagem, no fim das contas, eu só estou apaixonada.
Então hoje eu caminho, cozinho, molho as plantas, amo, amo com hora marcada porque eu sou uma mulher prática.
Sabe do que mais? Quando você diz meu nome eu sinto renascer, sinto pulsar. 
Diante de você eu sou um unicórnio, um índio. Pelado. Inocente. Sou Teresa de Kundera.
Vou entender o seu silêncio como um longo respirar e recuo antes de mergulhar em mim. E quando nos encontrarmos, a fusão será tal que nenhum de nós dois sairá inteiro. 
Quem sabe a que escuridão de amor pode chegar o carinho? 
Aliás, é primavera e uma bondade perigosa está no ar
Considere a cruel necessidade de amar, considere a malignidade do nosso desejo de ser feliz. Considere a ferocidade com que queremos brincar e o número de vezes em que mataremos por amor.


*Essa paixão foi mesmo confusa.
*Essa paixão morreu antes de eu conseguir concluir o texto.
*Essa paixão me fez tão burra que escrevi essas e outras linhas pra um homem que nem sabia ler.