Eu perguntaria se você acha justo me deixar sem notícias a respeito da minha própria alma.
Cegar desse jeito os meus sentidos e deixar vagarem meus olhos que não sabem sequer se preferem amar ou odiar.
Só maldade deixar um coração cego, paralítico, menor.
Enquanto isso, vou me alongando, estourando os músculos feito elástico, me mexendo e falando demais como só gente muito angustiada faz.
Então eu bebo, derramo, espalho, borro, sujo, escorro, tinjo.
Aquarela eu.
Cores selvagens, livres, fortes e fingindo alegria.
Sangue eu.
Cor selvagem, livre, forte e fingindo alegria.
Sou mais vc se alongar comigo antes de belas caminhadas e corridas no aterro e largar dessas coisas que atrasam a vida! =D
ResponderExcluirSe é pra estourar os músculos, que seja por uma boa causa!
=*
Viver às vezes é assim. E como será a vida daquelas caras que parecem nunca ter se derramado? Será que não?
ResponderExcluirNada, babies, o bom de sofrer é que eu escrevo e passa. Fica sofrido no papel, mas vazio no peito. Ou seja, eu me aproveito!
ResponderExcluiroi ingrid...visceral esse texto...amei!
ResponderExcluirQue bom que gostou, Lola. Rasgar as entranhas é minha tendência mesmo. rs
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